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Você merece o que?

Outro dia ouvi o Mauro Halfeld falando sobre essa frase que pronunciamos quando estamos na iminência de realizarmos um gasto extraordinário: “eu mereço”.
A esse propósito, você merece o que? Dívidas? Dificuldades financeiras?
Esse tipo de “carícia de consumo” não é muito efetiva. Pense o seguinte:quanto tempo você obteve satisfação pela última coisa que comprou? Você lembra? Então, você merecia aquilo ou era outra coisa que estava faltando?
O pior de tudo acontece quando realizamos uma compra que nos deixará endividados por um bom tempo. Nesse caso, aplique a regra do prazer/prazo. É simples: divida o tempo em dias que você imagina que obterá prazer pelo tempo em dias que pagará as dívidas ou prestações(ou a dívida). Se o resultado for maior do que 1 e a grana for suficiente, bom proveito. Caso contrário, você estará trocando um sopro de satisfação por um furacão de incômodos.
Pense nisso antes dessas “carícias”, talvez você passe a procurar por outras

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Categoria(s): Comportamento financeiro


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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