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De lado…

Continuando com a postagem anterior, com os sinais de que houve perda de empregos nos EUA, a bolsa de lá apresentou forte queda, retirando os ganhos que a semana vinha acumulando. Segundo o Smartmoney, a queda foi generalizada, porém, as maiores baixas foram verificadas nos setores de matérias primas, bens de capital, tecnologia e consumo. Tal qual conversamos no primeiro videoblog e complementamos na postagem sobre juros e inflação.

A reação que se vê lá nos EUA é uma forte pressão política para que o presidente do BC do Norte (o FED), Bem Bernanke, reduza as taxas de juros na próxima reunião do dia 18 de setembro, para que a economia continue a crescer e não sofra com as fortes pressões baixistas que descrevi no videoblog.

Apesar do real efeito que uma baixa das taxas de juros impõe sobre o crescimento da economia (leia esta postagem ao contrário), esse efeito toma tempo. Alguns prescrevem seis meses, no mínimo, enquanto outros dizem que o período pode chegar a um ano.

Por aqui, ainda que o crescimento esteja muito forte, acredito que haverá algum impacto defasado, ou seja, alguns meses depois da situação ficar realmente difícil por lá.

Vamos ver como o mercado irá se comportar nessa semana.

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Categoria(s): Bolsa, Conjuntura


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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