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Descolamento e a primeira entrevista

“A primeira é a do economista José Roberto Mendonça de Barros, que, em uma entrevista para o jornal Valor Econômico da edição de 28/01/2008, sustentou que o ‘decoupling’ se refere à economia real, e não aos mercados financeiros.”

Corretamente, o que interessa é a economia real e até aí ele não disse nada demais.

“Reproduzo a parte da entrevista na qual ele introduz tal opinião: ‘Se isso se confirmar [eficácia nas medidas adotadas pelas autoridades monetárias], acaba ainda por prevalecer uma certa questão do ‘decoupling’. Um parêntese: muita gente está dizendo que o descolamento morreu porque as bolsas do mundo inteiro caíram. É um argumento equivocado. A idéia do descolamento se refere à economia real. O mercado financeiro está integrado no mundo inteiro. É impossível ocorrer uma queda forte numa bolsa importante sem que isso aconteça em outras praças. O teste de verdade é o que vai ocorrer com o ciclo econômico.’”

Nesse último trecho ele limita-se a dizer que não é o fato das bolsas estarem movimentando-se conjuntamente que prova ser falsa a teoria do descolamento. Ok, pode ser que não prove, mas como você mesmo [Fábio] salientou, fica difícil a bolsa subir quando todos estão tendo prejuízo.

Esta de esperar o ciclo econômico, certamente, é a única forma de verificar se há ou não descolamento.

Amanhã nós veremos a segunda parte.

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Categoria(s): Conjuntura, Interação


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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