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	<title>Comentários sobre: Descolamento</title>
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	<description>Finanças pessoais, educação financeira, economia simplificada, investimentos, crédito e tudo mais para ajudar você a cuidar melhor do seu dinheiro</description>
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		<title>Por: Anonymous</title>
		<link>http://www.betoveiga.com/log/index.php/2008/01/descolamento/comment-page-1/#comment-18</link>
		<dc:creator>Anonymous</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 17:13:00 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado amigo Beto Veiga, &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como eu acredito que fui eu o autor da &quot;provocação&quot;, quero comentar algo sobre ela.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;De fato, pelo que andei acompanhando dos mercados nos últimos 30 dias, não houve, até o momento, qualquer tipo de &quot;decoupling&quot; entre os mercados financeiros do resto do mundo e o da &quot;matriz&quot; (EUA). Um caso emblemático talvez seja o comportamento dos mercados em 21/02/2008 - feriado em NY, portanto, sem operações naquela praça: as Bolsas do mundo inteiro despecaram pois ficaram sem sua referência principal - Nova York.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Além disso, quem acompanha a Bolsa diariamente sabe que os indicadores do Brasil e dos EUA se movimentam, com raríssimas exceções, simultaneamente nas mesmas direções.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Esses dados, portanto, corroboram sua brilhante e sucinta explicação sobre o assunto. Entretanto, eu gostaria de colocar duas opiniões que ouvi recentemente sobre o &quot;decoupling&quot; e que acho relevantes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A primeira é a do economista “José Roberto Mendonça de Barros”, que, em uma entrevista para o jornal “Valor Econômico” da edição de 28/01/2008, sustentou que o “decoupling” se refere à economia real, e não aos mercados financeiros. Reproduzo a parte da entrevista na qual ele introduz tal opinião: “Se isso se confirmar [eficácia nas medidas adotadas pelas autoridades monetárias], acaba ainda por prevalecer uma certa questão do &#039;decoupling&#039;. Um parêntese: muita gente está dizendo que o descolamento morreu porque as bolsas do mundo inteiro caíram. É um argumento equivocado. A idéia do descolamento se refere à economia real. O mercado financeiro está integrado no mundo inteiro. É impossível ocorrer uma queda forte numa bolsa importante sem que isso aconteça em outras praças. O teste de verdade é o que vai ocorrer com o ciclo econômico. “&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na minha opinião, porém, se os mercados financeiros antecipam o que ocorre na economia real, obviamente teriam também que se descolar em algum momento: não há lógica em uma situação em que os lucros das empresas estão aumentando e o preço de suas ações caindo.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A outra opinião que ouvi, é a do economista Ricardo Amorim, em uma intervenção no programa “Manhattan Conecttion” do último domingo (27/01/2008). Segundo Amorim, haverá sim o “decoupling” pois os mercados emergentes continuarão a crescer mesmo com a provável recessão na economia americana, tendo em vista que as principais economias emergentes – China e Índia – já estavam, antes da crise, com níveis de crescimento econômico muito elevados, e, portanto, estavam estudando medidas para reduzir um pouco o nível de expansão – provavelmente medidas de política monetária para reduzir o consumo interno. A crise nos EUA, portanto, permite que tal ajuste seja feito pelo setor externo dessas economias, fazendo com que não sejam necessárias medidas para conter a demanda interna nessas economias. Assim, sem qualquer alteração nos regimes cambiais e monetários da China e da Índia, o crescimento dessas economias cairia para algo em torno de 8% ao ano, crescimento este, de economias grandes e importantes, porém, sustentaria os demais mercados emergentes, inclusive o Brasil. Estaria, portanto, configurado o decoupling.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Bom, fica a contribuição aí para o debate.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Grande abraço e parabéns pelo livro e pelo Blog.&lt;br/&gt;Fábio Mendes&lt;br/&gt;(mendes.fl@gmail.com)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado amigo Beto Veiga, Como eu acredito que fui eu o autor da &#8220;provocação&#8221;, quero comentar algo sobre ela.De fato, pelo que andei acompanhando dos mercados nos últimos 30 dias, não houve, até o momento, qualquer tipo de &#8220;decoupling&#8221; entre os mercados financeiros do resto do mundo e o da &#8220;matriz&#8221; (EUA). Um caso emblemático talvez seja o comportamento dos mercados em 21/02/2008 &#8211; feriado em NY, portanto, sem operações naquela praça: as Bolsas do mundo inteiro despecaram pois ficaram sem sua referência principal &#8211; Nova York.Além disso, quem acompanha a Bolsa diariamente sabe que os indicadores do Brasil e dos EUA se movimentam, com raríssimas exceções, simultaneamente nas mesmas direções.Esses dados, portanto, corroboram sua brilhante e sucinta explicação sobre o assunto. Entretanto, eu gostaria de colocar duas opiniões que ouvi recentemente sobre o &#8220;decoupling&#8221; e que acho relevantes.A primeira é a do economista “José Roberto Mendonça de Barros”, que, em uma entrevista para o jornal “Valor Econômico” da edição de 28/01/2008, sustentou que o “decoupling” se refere à economia real, e não aos mercados financeiros. Reproduzo a parte da entrevista na qual ele introduz tal opinião: “Se isso se confirmar [eficácia nas medidas adotadas pelas autoridades monetárias], acaba ainda por prevalecer uma certa questão do &#8216;decoupling&#8217;. Um parêntese: muita gente está dizendo que o descolamento morreu porque as bolsas do mundo inteiro caíram. É um argumento equivocado. A idéia do descolamento se refere à economia real. O mercado financeiro está integrado no mundo inteiro. É impossível ocorrer uma queda forte numa bolsa importante sem que isso aconteça em outras praças. O teste de verdade é o que vai ocorrer com o ciclo econômico. “Na minha opinião, porém, se os mercados financeiros antecipam o que ocorre na economia real, obviamente teriam também que se descolar em algum momento: não há lógica em uma situação em que os lucros das empresas estão aumentando e o preço de suas ações caindo.A outra opinião que ouvi, é a do economista Ricardo Amorim, em uma intervenção no programa “Manhattan Conecttion” do último domingo (27/01/2008). Segundo Amorim, haverá sim o “decoupling” pois os mercados emergentes continuarão a crescer mesmo com a provável recessão na economia americana, tendo em vista que as principais economias emergentes – China e Índia – já estavam, antes da crise, com níveis de crescimento econômico muito elevados, e, portanto, estavam estudando medidas para reduzir um pouco o nível de expansão – provavelmente medidas de política monetária para reduzir o consumo interno. A crise nos EUA, portanto, permite que tal ajuste seja feito pelo setor externo dessas economias, fazendo com que não sejam necessárias medidas para conter a demanda interna nessas economias. Assim, sem qualquer alteração nos regimes cambiais e monetários da China e da Índia, o crescimento dessas economias cairia para algo em torno de 8% ao ano, crescimento este, de economias grandes e importantes, porém, sustentaria os demais mercados emergentes, inclusive o Brasil. Estaria, portanto, configurado o decoupling.Bom, fica a contribuição aí para o debate.Grande abraço e parabéns pelo livro e pelo Blog.Fábio Mendes(mendes.fl@gmail.com)</p>
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