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E o copom mantém os juros…

A meta para a nossa conhecida Selic, continua em 11,25% e foi esta medida que me incentivou a colocar a postagem anterior sobre o que são juros reais.

As matérias de jornal nos dizem que o Brasil está com os juros reais mais altos do mundo. E daí? Daí que, (1) se o “risco” que a compra de títulos públicos no País for menor ou igual do que qualquer outro território mundial, o dinheiro a ser investido em títulos públicos deveria, se o agente for racional, ser direcionado para cá. (2) Se o risco for maior, realiza-se a velha comparação “risco x retorno”. Se o retorno for muito maior do que o risco, o dinheiro também vem para cá.

Se os EUA continuarem baixando os juros, o nosso “retorno” continuará se distanciando para cima e, em conseqüência, incentivando a migração daqueles que ainda estavam em dúvida.

A nossa inflação continuará baixinha, mas a conta com os juros que pagamos na nossa dívida interna (títulos públicos em valor superior a R$1,2 tri!) permanecerá acima dos R$ 100 bi por ano.

Como essa conta quem vai ser rachada com os contribuintes e não apenas com aqueles que tomam as decisões, bola pra frente.

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Categoria(s): Conjuntura


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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