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O que é CET, ou Custo Efetivo Total

Pois é, eu comecei esta postagem (só coloquei o título) na data em que a CET foi criada, mas acabei esquecendo na minha pasta de postagens pendentes.

O custo efetivo total é uma informação que, para aqueles familiarizados com finanças, poderia ser traduzido como a taxa interna de retorno. Mas o que raios é isso? A taxa interna de retorno é o seguinte: suponha que você irá investir recursos em um empreendimento e que este negócio irá apresentar um fluxo de renda (afinal, se não fosse gerar uma renda, por que diabos você investiria?). Pois bem, a taxa interna de retorno é um índice, como uma taxa de juros, que demonstra o quanto, em termos percentuais, você está ganhando em função do capital investido.

Olhando pelo outro lado, se, em vez de investindo, você está pedindo dinheiro emprestado, os reguladores decidiram chamar de Custo Efetivo Total em vez de taxa interna de retorno.

Por que foi necessário instituir esta medida? Porque, como forma de dificultar a comparação, as instituições financeiras começaram a divulgar uma taxa de juros e a embutir um monte de tarifas no valor financiado. Eu já havia chamado a atenção para esse fato em uma postagem feita aqui. Os financiamentos de veículos, dentre outros, agora ficarão mais claros e aquela conversa mole de juros de 0,49% ao mês vai ser desnudada.

Como águas passadas não movem moinhos, viva a medida do Conselho Monetário Nacional! Aliás, ela entrou em vigor na data de hoje.

Você, como consumidor diligente, passe a perguntar qual é a CET dos diferentes bancos para os seus empréstimos e escolha aquela que for menor.

A única ressalva que faço é para o fato de que a Resolução 3.517, de 6 de dezembro de 2007 só se aplica às instituições mencionadas no seu artigo primeiro (as instituições financeiras e as sociedades de arrendamento mercantil). Para mim, seria necessário editar um decreto presidencial para que todo o comércio passe a também divulgar a CET. Caso contrário, os bancos poderão fazer os empréstimos às lojas e estas com os clientes, driblando, assim, a intenção da norma.

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Categoria(s): Consumo, Crédito, Custos financeiros, O que é, Regulação, Tarifas bancárias


Sobre o Autor: Humberto Veiga é advogado na área bancária e empresarial, doutor em economia pela Universidade de Brasília. ɉ também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos. Perfil no Google+

51 comentários

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  1. Beto Veiga disse:

    Olá, Fábio,
    Muito obrigado pelo seu comentário!
    A resposta à sua pergunta está disponível no seguinte endereço:

    http://www.betoveiga.com/log/index.php/2014/09/saque-do-cartao-de-credito-e-uma-maravilha-para-o-banco/

    Abraço do Beto

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