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Tarifas bancárias: agora dá para saber quem é quem

Há muito tempo, coloquei uma postagem aqui sobre a diferença entre tarifa e taxa.

Depois, fiz uma postagem sobre os efeitos das taifas sobre a receita com o crédito.

Parece que agora a situação está mais clara nos balanços dos bancos. Segundo o Jornal Valor, em uma matéria intitulada “Receita de serviços já cresce menos”, publicada na semana passada “as novas regras para as tarifas bancárias já começam a ter impacto nos resultados dos bancos. Nos doze meses terminados em março os seis maiores bancos de varejo tiveram um aumento de 11,6% nas receitas de serviços, abaixo do crescimento médio anual ao redor de 20%, exibido anteriormente.”

No meu humilde entendimento, não são as tarifas que começaram a crescer menos, na realidade, elas estão sendo cobradas menos nas operações de crédito, como forma de aumentar os juros e prejudicar a comparação.

A divulgação do CET foi fundamental para esta separação porque os bancos não têm mais a prerrogativa de utilizar a tarifa para cobrar uma taxa de juros mais alta, uma vez que ela fica visível com o CET.

Apesar disso, acho que é apenas o começo, e as pessoas ainda precisam informar-se melhor para que este efeito seja mais evidente. Não tenho certeza de que os consumidores estejam solicitando aos bancos, financeiras e assemelhados que informem o valor do CET, mas espero que, em breve, isso venha a ocorrer.

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Categoria(s): Crédito, Sem categoria, Tarifas bancárias


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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