Assine via RSS Feed

Baixa alavancagem e altos ganhos: receita para ficar fora da crise

Há quem erroneamente (sob meu ponto de vista, obviamente) atribua a razoável tranqüilidade do nosso sistema financeiro ao Proer.

Este plano foi implementado há mais de 10 anos e teve seus efeitos à época. Ele não foi uma vacina, mas um tratamento pontual.

Nós passamos sem crise financeira grave no nosso sistema bancário graças às condições de baixa alavancagem, altos spreads e taxa básica de juros reais astronômica.
Não fossem esses fatores, nossos bancos estariam procurando rentabilidade por aí e, certamente, encontrariam nas operações que levaram a banca internacional à lona.

Para não dizerem que esqueci da bolha imobiliária, nós escapamos dessa e, de quebra, tivemos um freio na bolha de consumo que estava se formando no Brasil, graças ao aperto do crédito internacional. Com menos dinheiro disponível os bancos brasileiros resolveram apertar o financiamento do consumo. Imagino que esta última situação será muito boa para o sistema, que não verá taxas muito altas de inadimplência, ainda que ela se eleve mais do que está sendo informado no momento pelo Banco Central.

Mantenha-se informado. Receba as postagens grátis!:Clique aqui e assine.

Tags: , ,

Categoria(s): Conjuntura, Regulação


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

Deixe um comentário




Se você quiser uma imagem no seu comentário, cadastre-se no Gravatar.