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Juntando China e Brasil: esquecendo o passado

Ainda sobre a matéria do NYT que eu comentei na postagem anterior, o Primeiro Ministro chinês , Wen Jiabao, criticou o que chamou de “modelo insustentável de crescimento”, no qual se verifica um período prolongado de baixo investimento e elevado consumo.

Ora bolas, estaria eu maluco ou ele esqueceu que se não fosse esse “modelo insustentável” americano a China estaria plantando arroz até hoje?

Acho que não esqueceu, não, porque está vendo a sua economia retrair com a mesma velocidade com que crescia.

Perguntinha básica: por que, quando estava vendendo “horores” para os americanos, os chineses não disseram: “olha, vocês vão se dar mal com esse consumo desenfreado”?

O Presidente Lula também precisa se lembrar, como mencionei antes.
Vale sempre lembrar aquela postagem que fiz aqui: os Estados Unidos são como um grande banco, isto é, grande demais para quebrar. Se isso acontecer, o mundo vai para o buraco junto.

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Categoria(s): Conjuntura, Subprime


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

4 comentários

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  1. Osmar disse:

    É isso aí, Beto. Concordo inteiramente. Parabéns pelo blog.

  2. Beto Veiga disse:

    Olá, Osmar,
    Muito obrigado pelo prestígio da sua visita e pelo elogio.
    Abraço do Beto

  3. Seagull disse:

    Betao,

    Não é mole não! Juntando essa com a anterior, veja só:

    Brasil passa a 5º maior detentor de títulos dos EUA

    O Brasil aumentou sua posição em títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) em janeiro e assumiu a quinta posição no ranking, ultrapassando o Reino Unido, com US$ 133,5 bilhões desses títulos. Em dezembro passado, o Brasil detinha US$ 127 bilhões em Treasuries, segundo tabela no site do Tesouro norte-americano.

    O primeiro lugar do ranking é ocupado pela China, com US$ 739,6 bilhões, enquanto o Japão está na segunda posição, com US$ 634,8 bilhões. A terceira posição é ocupada por países exportadores de petróleo, que juntos detêm US$ 186,3 bilhões em papéis do Tesouro dos EUA, e o quarto lugar está com Centros Bancários no Caribe, com US$ 176,6 bilhões.

    O Reino Unido passou para o sexto lugar, com US$ 124,2 bilhões de títulos do Tesouro dos EUA em janeiro, abaixo dos US$ 130,9 bilhões que detinha em dezembro. As informações são do site do Departamento do Tesouro dos EUA.

    ————————-

    Comentário do Volcano no Fórum do Monitor, que vale ser destacado:

    China, Japão, Opep, paraísos fiscais do Caribe e o Brasil.

    Que honrosa qualificação estar tão bem classificado na lista de credores dos Estados Unidos

    Fica a torcida para a China não pensar em se desfazer de suas posições.

    Os títulos americanos, considerados os investimentos de mais baixo risco, podem ir do mico ao pó em minutos.

    Att
    ——————–

    É mesmo tudo muito pertinente. E (in)conveniente!

    Abs ^v^

  4. Beto Veiga disse:

    É, Marcio, a coisa tá difícil.
    Lembra do Swap de US$30 bilhões que o governo americano mandou para cá e o pessoal ficou em festa?
    Acho que eu não comentei isso aqui, mas já pensou se eles não tivessem manddo? Seriam 30 bi a menos nessa conta, porque teríamos torrado umas reservinhas (vendido uns titulozinhos) para fazer fretne à pressão pro US$ aqui.
    Outro fator que também ajuda essa ação é o medo do dinheiro das reservas, que parte delas fica em CDB de bancos estrangeiros de “primeira linha” virarem crédito de falência.
    Abração do Beto

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