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Títulos do Tesouro Americano: Negócio da China?

É, moçada, a maré não está para peixe. Não é que o Primeiro Ministro Chinês, Wen Jiabao, está preocupado com o dinheirinho que o povo do seu país poupou na forma de “ativo livre de risco”, os chamados títulos do Tesouro Norte-americano (acho que ficou sem hífen, não é?). Parece que Jiabao leu o blog e ficou apreensivo com a situação fiscal americana.

Segundo matéria do jornal The New York Times, o líder pediu que o Presidente Obama desse garantias de que os papéis não iriam perder valor.

Vejam vocês que o credor da maior potência bélica mundial está dando uma “dura” naquele país e informando que acompanhará de perto as ações do governo norte-americano.

Eu só queria saber como é que o Obama irá garantir o valor dos títulos emitidos pelo povo dos EUA. Nesse momento em que os juros estão caindo, o preço dos papéis sobe fortemente e, quando a crise fiscal vier, as taxas de juros vão para o céu e o preço dos títulos vai para o chão.

Este é o movimento básico da relação taxa de juros preço de título: preço para cima, juro para baixo e vice-versa.

A minha humilde sugestão para o Sr. Jiabao, é pedir uma garantia real. Já pensaram, o título considerado pelo mercado financeiro como “livre de risco” lastreado por uma garantia real. Muito bem, eu não falei o que é uma garantia real, mas é o seguinte: quando você compra um carro financiado, o veículo fica “alienado” em nome da financeira. Isso quer dizer que, se você não pagar, o carro é tomado.

Voltando à minha humilde sugestão, Obama poderia dar uma garantia real na forma de ouro depositado em algum lugar que seja seguro para ambos.

Se o título não for pago ou se perder valor, a China leva o ouro (não é olímpico desta vez).
Obviamente, esta minha sugestão não tem a menor chance de ser adotada, mas fica aí para a posteridade.

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Categoria(s): Conjuntura, Subprime


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

1 comentário

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  1. Antiga serpente (USA) e o Dragão (China)e seus cúmplices.

    FIM.

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