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O tempo passa, o tempo voa, mas as crises…

Leia o texto abaixo até o fim e descubra as semelhanças…

O colapso inevitável do boom imobiliário realmente sacudiu os bancos. A incerteza sobre o valor das garantias imobiliárias que respaldavam os financiamentos impedia que os bancos definissem com exatidão o próprio capital – deixando muitos deles paralisados, assustados e relutantes em conceder novos empréstimos. As grandes empresas conseguiam explorar outras fontes de fundos, como os mercados de débitos inovadores, que haviam emergido em Wall Street – fenômeno que contribuiu para a pouca intensidade e para a curta duração da recessão da década de 1990. Mas as empresas industriais e comerciais de pequeno e médio portes em todos os Estados Unidos tinham dificuldade em conseguir até empréstimos rotineiros. O que, por sua vez, dificultou a atenuação de seus efeitos.

A Era da Turbulência – Alan Greenspan

É, o mundo dá voltas. A crise imobiliária tende a se repetir em função da ansiedade das pessoas em pagar mais que o bem vale, acrescida do crédito, o grande entorpecente das decisões econômicas.

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Categoria(s): Conjuntura, Livros


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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