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Risco zero

Achei curiosa a matéria do Valor que trata de novos fundos instituídos com os títulos de bancos de pequeno e médio porte.

Segundo o texto, “a queda da taxa de juros e a melhora do cenário econômico estão aumentando o interesse dos investidores endinheirados por diversificação e um pouco mais de risco.”

A matéria nos informa que o banco HSBC lançou fundos para os clientes de mais alta renda. Um deles, de renda fixa, destina-se a comprar Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), “um tipo de CDB emitido por bancos de menor porte que contam com cobertura adicional até R$ 20 milhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)”.

Ainda que fale de outro fundo mais arriscado, este não é bem o que se poderia chamar de fundo de risco. Investir em um papel com garantia contra quebra do banco é similar ao que se diz por aí quanto a “empurrar bêbado em ladeira”.

Certamente, esta medida proporciona mais dinheiro para os bancos menores, o que pode se converter em mais empréstimos para a população.

Por outro lado, há um risco conhecido como risco moral, no que se refere à gestão desses bancos e à preocupação dos investidores com relação a esta gestão. Para ser sincero, os investidores estão pouco se lixando para isso, porque se o banco quebrar, o FGC é quem tem que dar conta do assunto mesmo.

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Categoria(s): Fundos, Renda Fixa, como investir


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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