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Dinheiro faz mal à criatividade

Estava ouvindo uma das milhares de recentes regravações e pensando em como a decadência criativa se implanta no mundo da arte, com destaque para a música, e acaba trazendo as coisas do passado para resgatar o vazio imaginativo.

Há alguns ícones que acabam virando “mitos” e, não importa a baboseira que escrevam, os fãs “das antigas” ou de plantão terão sempre motivos par dar os seus chiliques.

Acho tudo isso meio sem nexo, mas o que é que eu entendo do mundo artístico e das adorações irracionais? Talvez o tanto quanto você esteja entendendo onde este texto quer chegar.

Fora os seres privilegiados (não pela imaginação atual, mas pela inércia dos fãs) mencionados há dois parágrafos, resta o pessoal que cai no esquecimeto. Estes últimos fazem as “releituras” (lindo o nome, não?) para garantir uma atenção e um dinheirinho extras.

Não quero dizer que prefiro sempre ficar com as versões antigas, porque algumas coisas refeitas até que são bem bacanas, mas não era esse o ponto sobre o qual queria discorrer.

Para mim, o excesso de dinheiro, assim como apagou o Ronaldinho Gaúcho (apenas para dar um exemplo), destrói a criatividade dos outros também, que se enfadam de transpirar para a produção de novos sucessos.

Isso é muito curioso, porque o artista passa um tempão se esforçando para conseguir um lugar ao Sol e quando atinge o sucesso e não para de ter fãs à sua volta, se vê de “saco cheio”.

Michael Jackson que não me deixa mentir.

São as síndromes do dinheiro em excesso, que dá preguça; e da escassez de sucesso, que dá regavações.

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Categoria(s): Comportamento financeiro, Curiosidades


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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