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O lado bom e o lado ruim da tarifa de cadastro: proteja-se

O Diego levanta uns pontos interessantes sobre a questão da possível elevação dos preços da tarifa de cadastro. Eu faço alguns comentários sobre a possibilidade de redução dos custos para alguns clientes e oriento sobre a utilização do seu banco atual nos financiamentos.

Beto,
O mérito da Ação que lhe informei, no outro momento, ainda será julgado, pois, os bancos vão colocar a tarifa de confecção de cadastro nas alturas. Quem é jovem, e abrir sua primeira conta, ou mesmo um trabalhador comum, poderá pagar algo surreal. Vamos ficar de olho, na luta pela moralização!

Diego

Diego, o problema não é com o preço exorbitante do cadastro para as contas novas. Há uma nítida relação entre oferta e demanda. Se o cliente estiver loucamente interessado em abrir conta naquele banco, o gerente vai cobrar uma “tarifa de cadastro cheia”.

Caso contrário, se o interesse for do gerente do banco, será a vez do cliente de não pagar nada. Aliás, há vários bancos e cooperativas que não cobram esta tarifa.

Por outro lado, como você deve ter visto nas postagens anteriores, o problema é que esta taxa de cadastro inicial vai subir muito nos financiamentos, principalmente de automóveis.

Isso será uma faca de dois gumes, porque o banco no qual o cidadão possui conta esta tarifa não pode ser mais cobrada, motivo pelo qual, se você procurar financiar com ele pode ser mais negócio.

Aí fica o alerta: procure sempre o Custo Efetivo Total – CET para comparar. Nunca financie diretamente com a financeira da loja (seja ela de automóveis, ou de outro produto qualquer), mas antes de fechar o negócio, pesquise, inclusive com seu banco, que não poderá cobrar taxa de cadastro de você.

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Categoria(s): Crédito, Tarifas bancárias


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

2 comentários

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  1. Diva C L Rodrigues disse:

    Dr.Humberto, primeiramente parabéns pelo serviço
    prestado a todos nós.
    Comprei um carro por 40.900,00 com entrada de
    14.000,00 – financiando consequentemente 26.900,00, pelo banco Wolkswagem.
    Saí da agencia sabendo o valor da prestação que era de 1.102,09.
    Quando solicitei cópia do contrato vi que cobraram: 800,00 taxa de cadastro mais 523,39 de IOF mais 2.669,57 de serviços prestados (sem nota fiscal e sem comprovantes) CET a.a. 30,90%
    totalizando assim o VALOR FINANCIADO para 30.369,57 com o mesmo valor da prestação, ou seja, 36 vezes de l.102,09.
    Me senti LESADA…. Tem como exigir a devoluçao
    dessas taxas sem comprovantes que eu não sabia e nem autorizei ??? – Obrigada Diva

  2. Beto Veiga disse:

    Olá, Diva,
    Sim. Procure um advogado e entre na Justiça. Você precisa anuir com os termos do contrato, e estas taxas deveriam ser informadas a você. Se não o foram, houve má-fé. Pelo princípio da boa-fé objetiva, você tem direito ao ressarcimento.
    Boa sorte.
    Abraço do Beto

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