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Atraso na restituição do imposto de renda (IR) traz muita emoção e discussão, mas quem ganha e quem perde?

A demora na restituição do imposto de renda está dando muito assunto para as colunas de economia e as de política, mas ela pode ser boa ou ser ruim.

Vamos começara malhando: o principal problema da decisão de atrasar os pagamentos é que os credores do Estado ficarão mais tempo sem ter o seu dinheirinho de volta. Apesar disso, nunca houve um compromisso real com data de devolução de imposto de renda.

Um prejudicado claro: quem tomou dívida com base em restituição de imposto de renda está perdendo dinheiro. Eu sou meio contra esse tipo de coisa, que é “antecipar” a declaração, a menos que o cidadão esteja realmente precisando de dinheiro, ou se isso for uma forma de reduzir os juros de outro empréstimo mais caro. Antecipar por antecipar é coisa que não se deve fazer.

Dessa forma, para esse caso do prejudicado, certamente ele está recebendo do governo menos do que está pagando para o banquinho querido.

Um perdedor relativo: Se você tem um negócio e o retorno que ele lhe propicia é maior do que a taxa Selic, você é outro prejudicado relativo, porque está deixando de ganhar a diferença. O mesmo pode ser dito para o caso de você poder investir em outras opções de investimentos.

Um ganhador inequívoco: se você aplica em fundos de investimentos referenciados em DI, em CDB que pague até mais que 100% do DI, em caderneta de poupança e a restituição teria o fim de aumentar suas aplicações, fique tranquilo e torça para a restituição demorar o máximo possível. É um dos raros investimento do sistema solar que paga a Selic integral que é totalmente isento de imposto de renda (que ironia, não?).

Um ganhador de tabela: se você estava louquinho para gastar o dinheiro assim que o recebesse, São Mantega tomou conta de você, mesmo sem que nunca tenha rezado para ele. Segurando sua declaração você irá se conter de gastar, ganhar um dinheirinho a mais e ainda pode mudar de ideia sobre a compra.

Enfim, nem tudo é ruim como os acontecimentos que a imprensa vem noticiando mas, como quase tudo na vida, há ganhadores e perdedores.

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Categoria(s): como investir, Conjuntura, Crédito


Sobre o Autor: Humberto Veiga é advogado na área bancária e empresarial, doutor em economia pela Universidade de Brasília. ɉ também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos. Perfil no Google+

2 comentários

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  1. Seagull disse:

    Oi Betão!

    Excelente texto, muito claro e explicativo.

    Já foi para a home do MI, ;-)

    Grande abraço ^v^

  2. Beto Veiga disse:

    Fala, Seagull,

    Muito obrigado. Quando eu crescer quero escrever igual a você.
    Abraço do Beto

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