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É melhor não aparecer

Uma matéria de destaque do New York Times comenta que os grandes bancos, fortemente favorecidos pelo salvamento do governo dos EUA, não estão “pingando” na festinha do partido Democrata, da qual participará até ele: O Bama.

Segundo o artigo, quinta-feira haverá um jantar para 200 pessoas, cujo “convite” custará US$ 30.400, máximo de doação permitido por lei naquele país, com a finalidade de levantar fundos para o partido.

Dizem que do setor financeiro só será captado uns US$ 90.000 (que miséria!). Você deve estar pensando: esses caras são uns avaros. Mas não o são. O motivo de fecharem a mão é outro: não querem aparecer, segundo a matéria.

Além de parecer que estão dividindo o dinheiro a quem lhes atribuiu recursos públicos, os bancos estão com receio de que possa atrapalhar o lobby que estão fazendo para que a regulação do sistema financeiro fique como está.

O presidente deles (Obama) é estrela o suficiente para preencher o salão com as duzentas pessoas, de modo que tudo dará certo e sairão todos felizes.

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Categoria(s): Curiosidades, Regulação


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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