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Pode não resolver, mas ajuda

A sinalização desta implementação de IOF para os capitais de curto prazo de origem estrangeira, se em outros tempos, seria muito malvista. Hoje, pessoalmente, considero necessária, embora não saiba dizer se efetiva.

O pessoal do Ministério da Fazenda é muito bom, a meu ver. Talvez uma das equipes mais eficientes, uma vez que os testes pelos quais passaram têm demonstrado inequivocamente o seu sucesso. O que eu não sei é se 2% de IOF são capazes de segurar uma queda do dólar que é capaz de “comer” este “desconto” em dois ou três dias.

Tomara que isso dê certo, porque não dá para ficar exposto a esta fragilidade da moeda estrangeira sem fragilizar também a nossa economia real.

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Categoria(s): Conjuntura, Tributação


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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