Assine via RSS Feed

A regra é: cortar custos nos investimentos

Estamos discutindo com certa frequência as taxas de administração dos fundos de investimentos. Isso acontece por um motivo simples: com baixas taxas de juros, cada tostão é tostão. E mais, é melhor que o dinheirinho suado vá para a sua conta do que para a do banco (farinha pouca, meu pirão primeiro, não é?).

Muito bem, não que este que vos escreve tenha algum poder paranormal, antes pelo contrário. O que ocorre é que, de tanto ver o que se passa no mercado, tenho uma tendência a procurar a segunda intenção nas ações que se desenrolam. Uma delas foi a estrondosa discussão sobre o “estrago” que a Poupança causaria no mercado financeiro. Chegaram a falar, inclusive, que acabaria a procura por títulos públicos e que os bancos “não mais teriam condições de emprestar para o governo, e blá, blá, blá”.

Fiz meus comentários costumeiros por aqui, e o curioso foi que o pessoal do Hotmoney repercutiu no Twitter uma reportagem da Folha Online e eu acabei lembrando da postagem para os leitores à época (junho de 2009), sobre a rigidez de preços:

Rigidez dos preços tem a ver com a manutenção desses preços em valores mais altos, quando as condições apontariam para uma redução.
(…)
A resposta encontrada pelas instituições financeiras à queda dos juros e a diminuição da diferença entre a remuneração da Poupança não foi a diminuição das taxas de administração, mas a “abertura” da entrada para outros fundos com taxas de administração menor. Explico: um fundo que, por exemplo, tinha um limite mínimo de aplicação de R$ 10.000,00 foi reduzido para R$ 5.000,00. Estes fundos com maiores valores de entrada são normalmente aqueles que têm menores taxas de administração.

O resultado é o seguinte: o pequeno investidor que está num fundo de taxa alta, se não tomar a atitude de mudar, vai assumir um custo maior.

Para ler o texto inteiro clique aqui.

Sobre a matéria da Folha, o começo já é desanimador:

O temor de que os fundos sofressem valiosa perda de recursos para a poupança parece ter ficado para trás. Com os juros no piso, a Bolsa de Valores em alta e o desinteresse dos aplicadores em migrar dos fundos para a poupança, os bancos demonstram ter dado o assunto por encerrado. E não adianta o investidor ainda esperar por taxas de administração menores.

As taxas de administração, que haviam se tornado uma das vilãs nos últimos meses, estão paradas há algum tempo. E, em alguns casos, como nos fundos de ações e multimercados, têm chegado a registrar pequenas altas. Nos fundos de ações, a taxa de administração média saiu de 2,18% em julho para 2,22% em setembro. No caso dos fundos multimercados, foi de 1,43% para 1,46% no período.

Folha Online

Que fique a mensagem: cobra que não anda, não engole sapo. Traduzindo: siga os conselhos do nosso Presidente Lula e procure melhores condições de custos e rentabilidade para o seu dinheiro.

Mantenha-se informado. Receba as postagens grátis!:Clique aqui e assine.

Tags: , , , , ,

Categoria(s): Fundos, Investimentos, Poupança, como investir


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

Deixe um comentário




Se você quiser uma imagem no seu comentário, cadastre-se no Gravatar.