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O que Paul Krugman acha da bolsa brasileira

Tive a oportunidade de assistir à palestra do Paul Krugman ontem sobre a economia mundial. O evento foi o Expomanagement 2009, promovido pela HSM, que trouxe muita gente boa para falar. Infelizmente, embora minha entrada tenha sido franqueada para todos os três dias do evento, somente ontem eu pude comparecer e, ainda assim, tipo “bate-volta”, usando minhas milhas.

Vou fazer um relato mais profundo sobre a palestra dele em uma postagem maior, mas, por enquanto, digo que Krugman não bota muita fé no nível atual da cotação do Real, e que o capital que se encontra no País pode ir embora tão rápido quanto chegou. Ele acha que o Brasil é o “Sabor do mês”, fazendo uma alusão a promoções em pizzarias (seria mais adequado falar em sorveteria? Acho que não), e que o dinheiro de investidores internacionais não tem onde ser aplicado, vindo direto para nosso querido mercado.

flor

Paul Krugman julga que este tipo de comportamento de investidores internacionais montados na gaita tem grande potencial para gerar bolhas. Diga-se, de passagem, que uma bolha é algo que infla e explode. Dessa forma, traduzindo para o bom português de negócios, estaria o vidente da crise da Ásia dizendo que a nossa bolsa está passando por um momento de bolha, isto é, os preços atuais estariam maiores, em função da procura desses investidores por ativos, do que deveria estar.

Em parte, eu concordo com ele, embora não faça previsões, pois não sou vidente. Fica a mensagem para aqueles que são seguidores da seita Krugman.

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Categoria(s): Ações, Bolsa


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

1 comentário

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  1. Olá Beto, estive também por lá e de certa forma o homem está certo. Não gostei muito da comparação com a Argentina e o México de outrora, até porque os fundamentos do Brasil estão muito melhores.

    Ao todo gostei da palestra do Krugman …que foi acima de tudo muito sóbria.

    Grande abraço

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