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Um detalhe sobre fundos imobiliários

Os fundos imobiliários com cotas negociadas na bolsa são muito semelhantes aos Fundos ETF. Mas vou comentar um aspecto dos primeiros relativo à rentabilidade.

Nstes fundos, normalmente, os cotistas recebem um fluxo de pagamentos dos imóveis a eles associados. É mais ou menos assim: o dinheiro do fundo compra um imóvel. Depois, este imóvel é alugado e o dinheiro dividido entre os cotistas. Cada um recebe proporcionalmente ao que investiu na compra.

Como o fluxo de pagamentos é o aluguel, a renda é mais ou menos fixa pelo período de vigência do contrato.

Vamos voltar agora às cotas. A cota do fundo é como se fosse um pedaço do imóvel. Elas são negociadas na bolsa e, se a procura aumenta, o preço da cota negociada sobe. Se o imóvel aumenta de valor e os investidores procuram as cotas e, novamente, o preço da cota sobe (quem tem não quer vender e quem procura oferece mais um pouquinho de dinheiro para levar a cota).

Ora, como a remuneração do aluguel é fixa durante a vigência do contrato, o que acontece é que o aumento no valor da cota diminui o retorno, em termos percentuais. Se o fundo rendia, por exemplo, 0,5% do dinheiro investido ao mês e a cota subir de preço, este percentual diminui. Por outro lado, você ganha com a valorização da sua cota.

Nesse momento, o que você precisa verificar é se a taxa de retorno total do investimento não pode ser maior em outra opção. Como a cota subiu de valor, você pode, simplesmente vendê-la e, com o dinheiro levantado, investir em uma modalidade que garanta maior rentabilidade.

Portanto, fique atento sobre o funcionamento dos seus investimentos.

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Categoria(s): Fundos, Investimentos


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

10 comentários

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  1. Beto, o risco de bolhas neste tipo de investimento não é grande???

  2. Beto Veiga disse:

    Olá, Vinícius,
    Há um risco de bolhas com relação ao valor da cota. Sim, é possível perder dinheiro com a aquisição de imóveis que estejam sendo avaliados por algo acima do que a razão indicaria como adequado.
    Este julgamento deve ser feito antes de entrar no negócio. Por outro lado, se o fluxo de rendimentos vem dos aluguéis, a bolha não afetará, a menos que o contrato de aluguel seja rompido. Por isso, na análise desse tipo de investimento, deve ser consultado o ramo de atuação da empresa que aluga o imóvel, por exemplo.
    Se o fundo visar a construção e venda, aí podem surgir vários outros aspectos a considerar.
    Não diria que o fundo imobiliário seja um investimento trivial.
    Abraço do Beto

  3. davi disse:

    olá Beto, como está?

    Se o ramo imob. está superaquecido quando ele volta ao “normal” quem comprou as cotas no ápice perderá como perderia na bolsa ou neste ramo há alguma coisa de minimize o impacto?

  4. Beto Veiga disse:

    Olá, Davi,
    O impacto no capital, não.
    O único consolo é o aluguel, se houver. Por outro lado, havendo queda no valor dos imóveis e os contratos de aluguel estiverem perto do fim, muito provavelmente a renegociação deste aluguel será em condições menos favoráveis.
    Em resumo, não dá para entrar sem uma boa análise.
    Abraço do Beto

  5. Lincoln disse:

    Olá Beto.

    Estou com uma dúvida.

    Todo mês tenho cerca de R$ 2.000,00 livre para investir. Tenho a intenção de todo mês colocar R$ 2.000,00 em alguma aplicação até chegar no valor de R$ 200.000,00 e ai adquirir um imóvel.

    Dúvida: Por ser a longo prazo, qual seria o investimento ideal? Poupança ? CDB? Outro?

    Penso na poupança, pois rende pouco, mas nao tem taxa de administração. Com relação ao CDB, nunca fiz e nao sei como funciona. Gostaria de ser possivel responder por e-mail.

    Obrigado.

  6. davi disse:

    60.000 nesses fundos (nos principais) renderiam quanto (liquido) mensalmente?

  7. Beto Veiga disse:

    Olá, Davi,
    Em torno de uns 0,6%. Tem que visitar as páginas dos fundos para ver o quanto estão pagando mensalmente e comparar com o preço da cota.
    Abraço do Beto

  8. JOAO ANTONIO DIAS disse:

    ola meu amigo,estive lendo alguns artigos publicados pelo senhor e me senti na liberdade de tirar uma duvida ou caso possa me orientar pois realmente estou no sufoco.
    tenho uma casa financiada pela cef c/ prazo de 20 anos a pagar , o que acontece e que paguei durante durante 3 ANOS seguidos e veio a acontecer que minha esposa parou de trabalhar ai veio a dificuldade financeiro entrei na justiça para baixar o valor da prestaçao que era de 345,00 e minha advogada acabou nao acompanhando o processo e eu perdi fiquei sem pagar 4 anos , conseguimos renegociar e para isto tive que arcar hoje com uma prestacao de 530,00 mas tambem estaficando dificil,gostaria de saber se posso entrar novamente ou pedir revisao de contrato pois a EMGEA nao me deu outra alternativa ou pago como eles querem ou perdia o imovel ,se tiver alguem que possa me indicar em bhte fico muito grato ,agradeço pela atençao.

  9. Thiago Henrique Silveira Moraes disse:

    Olá Beto Veiga,

    Estou me especializando em fundos de investimento imobiliário, porém estou com muita dificuldade em achar bons livros sobre o assunto em questão. Achei alguns em Portugal, você recomenda algum em especial?

  10. Beto Veiga disse:

    Olá, Thiago,
    Minha opinião é de que, em vez de procurar um livro sobre fundos imobiliários, deveria procurar um sobre imóveis, porque é deles que você precisa entender para investir nesses fundos.
    Abraço do Beto

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