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O Gestor, a cota e a maré

Uma coisa que precisa ficar clara quanto ao trabalho do gestor é que ele é de fundamental importância para o desempenho dos fundos. Sem um bom gestor, a menos que seja um fundo de gestão passiva totalmente aderente a um índice, o negócio não anda.

Imagine você montar uma empresa e colocar no controle do leme uma pessoa inexperiente… É por isso que, antes de investir, é vital conhecer quem exerce o trabalho de alocação dos recursos do fundo nos ativos financeiros.

Mas o Martín comentou sobre a prática de “remar contra a maré”, isto é, comprar quando todos querem vender e vender quando todos querem comprar.

Esta é uma outra forma de dizer: compre na baixa e venda na alta. Sem dúvidas, é a melhor prática possível, desde que você soubesse determinar o que é alta e o que é baixa. De qualquer forma, se você tiver esse dom, vá em frente, que é um bom caminho. Só lembro que para uma atitude dessa natureza é importante que os recursos estejam disponíveis para um prazo longo, dado que, se houver erro no tempo de retorno (comprei na baixa, mas está demorando a retornar), você tenha fôlego suficiente para aguardar o bom momento de venda. Esta estratégia assemelha-se à de balanceamento de carteira.

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Categoria(s): Fundos, Investimentos


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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