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Seres humanos são bens materiais?

Sabe quanto foi gasto com produtos para o cabelo no Brasil em 2008? Mais de R$ 5 bilhões! Isso sem sequer ser computado o custo com os salões de beleza. Aliás, não tenho nada contra cabeleireiros, muito antes pelo contrário, gosto muito do serviço que o meu me presta.

Todavia, esses números são importantes para que tenhamos uma dimensão do custo da beleza. Principalmente pela parcela que representa no gasto das mulheres. Para equilibrar um orçamento, conforme se comenta por aí, ser mulher custa caro.

Os produtos de higiene e beleza, como um todo, segundo dados do setor, movimentaram mais de R$ 21 bilhões, em 2008. Por outro lado, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta que, apenas com o setor de perfumaria, foi vendido montante superior a R$ 7,4 bilhões (7,4% do faturamento dos supermercados filiados).

Quero só dizer que estamos vendo uma pequena ponta do iceberg. As clínicas de estética, dermatologistas, cirurgiões plásticos, etc., por exemplo, não estão contabilizados nas estatísticas.

Eu espero fortemente que esteja valendo o “investimento”. Aliás, pergunto: se é investimento, seriam os seres humanos bens materiais? Rezo para que não.

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Categoria(s): Finanças Pessoais, Mulheres e Finanças


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.

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