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Juros baixos estimulam o consumo?

Eu achei muito interessante esta mensagem que recebi por e-mail do Carlos, e aproveito para compartilhar a discussão com mais gente.

De uma certa maneira, ele disse muito sobre o tema, de modo que eu vou apenas fazer um breve comentário no meio e no final.

Tenho algumas dúvidas a respeito de juros e gostaria de saber sua opinião. Hoje se fala muito em queda das taxas a “níveis de 1º mundo”. A presidente abraçou a causa, cobrando dos bancos providências e tudo mais. A população e a mídia, por sua vez, fazem uma pressão enorme, reforçando o fato de termos uma das taxas mais altas do mundo. Porém, a meu ver, essas mesmas taxas têm ajudado a inibir o consumo desenfreado, controlando a inflação. Levando em conta o aumento do poder de compra da população, a queda dos juros não poderia resultar em uma corrida consumista, elevando com ela a inflação?

Em parte a sua descrição é bem verdadeira. As altas taxas de juros inibem um pouco o consumo, porque aumentam o valor da parcela mensal e, consequentemente, diminuem o espaço para endividamentos adicionais.

A medida do governo tem um claro objetivo de aumentar o consumo, que responde por mais de 60% do nosso PIB. Por isso que quando comentei o tema, preveni contra o consumismo e mencionei o fato de que seria bom portar o crédito para outro banco, com a finalidade de pagar menos juros.

O aumento da inadimplência, que em parte é reflexo das políticas governamentais de baixar os juros dos imóveis e os impostos de bens de consumo, não é um indício suficientemente forte de que a hora de mexer nos juros não é essa?

A redução dos juros alivia também a inadimplência, porque diminui o valor das parcelas a pagar. Além disso, dado o endividamento das famílias no momento, é melhor que os juros baixem mesmo.

Na mensagem, o Carlos muda de assunto para tratar do spread bancário (margem bancária):

Aproveitando, o valor obtido no spread bancário é repassado a algum produto do banco ou é considerado apenas lucro para a instituição?

Ele é a diferença entre o valor da captação e do empréstimo, porém também considera os custos operacionais e os impostos incidentes. Portanto, não se trata apenas de lucro do banco.

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Categoria(s): Consumo, Crédito


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos. Perfil no Google+"

3 comentários

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  1. Lilian disse:

    Olá, Tenho acompanhado seus posts, só agregam. Ah, acompanhei sua participação no debate na TV Cultura, estava no Paraná visitando os pais e não pude deixar de comentar “Eu conheço este participante e acompanho seus temas”. Abraços Lilian

  2. Beto Veiga disse:

    Olá, Lilian,
    Muito obrigado.
    Abração para você

  3. Felipe disse:

    Interessante a maneira como os Juros influenciam, não?

    Mais links sobre o assunto: UP Educação Financeira

    http://www.upeducacaofinanceira.com.br
    http://www.upeducacaofinanceira.com.br/blog
    http://www.facebook.com/upeducacaofinanceira

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