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O problema da Liquidação Antecipada na Portabilidade do Crédito

Não restam dúvidas de que a medida de utilizar os bancos públicos e de economia mista (BB) para auxiliar no processo de redução da margem (spread) bancário foram muito bem-vindas. Esta ideia não é nova e, como já havia falado, o então Presidente Fernando Henrique já havia usado, não com tanta ênfase, a medida.

O resultado é muito positivo porque, mesmo que alguns comentem que as reduções foram “de araque”, houve um grande burburinho, as pessoas começaram a se perguntar se não haveria forma mais econômica de tomar empréstimos e tudo o mais. No mínimo, aqueles que dispõem de boa qualidade de crédito puderam beneficiar-se com a discussão.

Por outro lado, desde há muito este que vos escreve vem manifestando a sua preocupação com os procedimentos para a liquidação antecipada dos empréstimos e financiamentos. De fato, havia uma tarifa de liquidação antecipada que foi substituída por uma metodologia de cálculo diferenciada. Está todo o histórico documentado no blog (veja as postagens relacionadas abaixo e a mencionada neste texto). Por outro lado, a nova metodologia, embora tenha sido mais vantajosa para aquelas pessoas que estavam com financiamentos curtos ou cujo vencimento estivesse a até 12 meses, trouxe custos excessivos para os demais tomadores. Basta ver nesta postagem:

Liquidação antecipada de empréstimos e a queda dos juros

Eu trato do assunto no meu novo livro que vem por aí, mas aconselho seriamente a discutir o tema com o Banco Central, Procon e Tribunais Especiais (a diferença deve ser menor do que o valor limite para as causas que ali tramitam), como indico no final da postagem mencionada.

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Categoria(s): Liquidação Antecipada, Regulação, Tarifas bancárias


Sobre o Autor: Humberto Veiga é doutor em economia pela Universidade de Brasília. É também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos. Perfil no Google+"

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