Eu e o Alan 7 - Até tu?
fevereiro 18, 2008 on 10:22 am | Em Eu e o Alan, Livros | Não ComentadoEu acho uma gaiatice (muito engraçado em nordestinês) este papo de “Caixa-Preta” no banco central, contudo, o Alan não acha. Ele afirmou na página 94 o seguinte: “O Fed sempre foi uma caixa-preta para mim”.
O processo de nomeação que descreve deixa transparecer que rolou uma ansiedadezinha por parte dele..Aquele tipo de coisa que acontece quando estamos procurando um emprego, deixamos o currículo, fazemos a entrevista e ficamos ao lado do telefone esperando que o bendito do aparelho toque.
Ele narra que foi sondado se aceitaria o convite do presidente Regan para o cargo e disse que topava. Algumas semanas,quando estava no ortopedista, recebeu uma ligação da Casa Branca. Ele conta que a recepcionista pensou que era trote.
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Eu e o Alan 6 - Mais reforma
fevereiro 16, 2008 on 12:45 am | Em Eu e o Alan | Não ComentadoNa avaliação de Alan, a comissão conseguiu seus objetivos por conta de quatro aspectos:
1 – Limitaram o problema: eles determinaram o que seria necessário para conter o déficit da previdência, mas não avaliaram o futuro do programa de saúde Medicare (que hoje parece estar numa situação muito difícil);
2 – Conseguiram que todos concordassem com a dimensão numérica do problema (o tamanho do rombo em dólares foi aceito por todos). Alan entendeu que quando ficou claro que faltaria dinheiro no futuro, ninguém mais pode reagir com demagogia. Nesse momento só havia duas soluções possíveis: ou diminuiriam-se os benefícios ou aumentaria-se a receita.
Parêntesis meu: aí surge o pragmatismo dos liberais americanos na luta intransigente contra programas de bem-estar social;
3 – Obtiveram o envolvimento de todos os partidos; e
4 – Acertaram que ao chegarem a um acordo, os membros se oporiam fortemente caso algum partido propusesse emenda Às orientações da comissão.
O resumo da ópera:
a) os empresários arcaram com aumentos nas contribuições;
b) aposentados teriam os reajustes postergados;
c) os que tinham benefícios mais elevados passaram a ser tributado em suas pensões.
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Eu e o Alan 5 - Reforma da previdência
fevereiro 14, 2008 on 12:12 am | Em Eu e o Alan, Livros | Não ComentadoAgora vou discutir o trecho que ele comenta sobre a reforma da previdência nos EUA.
Segundo Alan, durante o governo Nixon o Congresso indexou os benefícios à inflação (será que aprenderam com o Roberto Campos?) e, com a disparada desta na década de 1970 as despesas cresceram fortemente. O sistema precisava, conforme ele contou, de US$ 200 bilhões para fechar as contas.
Como em todo o mundo, o lance é político e qualquer atitude para fazer mudança teria que ser muito bem “costurada”. Os caras são organizados e conseguiram.
Meu amigo liderou uma comissão formada por 15 membros, sendo 5 indicados pelo presidente Regan, 5 indicados pelo líder da maioria no Senado e 5 indicados pelo presidente da Câmara (Casa dos Representantes).
Amanhã a gente continua na reforma
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Eu e o Alan 4 - biografia
fevereiro 13, 2008 on 1:23 am | Em Eu e o Alan, Livros | Não ComentadoHá uma biografia bem legal do Alan. Além de legal a historinha é ótima de ler, parece um romance na 1ª pessoa.
Ele diz, para quem quiser ouvir, que sua grande ins intelectual foi a russa Ayn Rand, autora do romance The Fountainhead (traduzido no livro como “A Nascente” - assim que acabar de ler o livro do Alan vou pesquisar melhor).
Na próxima, vamos ver a atuação do Alan na “reforma da previdência” nos EUA.
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Eu e o Alan 3 - A mão invisível
fevereiro 12, 2008 on 1:22 am | Em Eu e o Alan, Livros | 2 ComentáriosO Alan defende fortemente o liberalismo econômico e põe muita fé na “mão invisível do mercado” descrita por Adam Smith. Alan acredita que em uma situação de crise a coisa se corrige melhor quando o mercado age sozinho.
Um parêntese meu é o seguinte: o problema da distribuição da riqueza é que precisa ser deixado de lado nesse momento, porque será o salve-se quem puder. Mais do que Adam Smith, valem as leis de Darwin (a velha seleção natural). O Governo, que normalmente entra para ajudar os mais necessitados, acaba por interferir na decisão que o “dinheiro” tomaria. A minha intervenção termina aqui.
Alan acredita que a desregulamentação do sistema financeiro e a maior flexibilidade no mercado de trabalho ajudaram os EUA a saírem rapidamente da recessão que sucedeu os ataques de 11 de setembro.
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