Itaú e Unibanco, a marca pesa?

novembro 10, 2008 on 7:41 pm | Em Concentração Bancária, Interação | 3 Comentários

O Moisés pergunta:

Beto, bom dia!
Você mesmo diz que é mais “barato” administrar um banco do que dois, não é isso? Pois bem, poderia haver perda significativa de clientes, com a retirada da marca Unibanco do mercado? Abs!

Olá, Moisés,

Não acredito que a “marca” Unibanco seja tão poderosa assim nesse negócio.
Veja que não estou generalizando, mas falando especificamente desse caso da fusão com o Itaú.

Quando os clientes procuram um banco, eles procuram solidez, rede de agências (serviço), etc. Tanto um quanto o outro dispõem desses atributos. Portanto, a marca em si do Unibanco não fará muita diferença no negócio.

Acredito que o número de clientes fieis apenas ao Unibanco é residual.

Abraço do Beto

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Imóvel na planta: Pagar logo as prestações ou aplicar em algum investimento?

outubro 17, 2008 on 1:03 pm | Em Crédito, Imóveis, Interação | 4 Comentários

O Jonathan pergunta:

Olá Beto!

Estou adquirindo um imóvel aqui em Brasília na planta. A expectativa é de que ele seja entregue no começo de 2010. Apesar dessa crise toda, aparentemente me parece que o mercado imobiliário brasileiro não sofreu grandes abalos. Com isso fiquei na dúvida de qual seria a melhor opção para se quitar o saldo devedor: antecipar ao máximo as prestações restantes e tentar liquidar o valor antes da entrega ou fazer outro tipo de investimento e financiar as chaves.
Será que é possível acreditar no mercado de imóveis?

Abraço!

Olá, Jonathan,

Com relação ao mercado de imóveis, ele pode ser uma opção boa ou ruim. Se a recessão chegar por aqui, vai faltar comprador e o preço dos imóveis irá cair. Outra coisa que pode pressionar a queda é uma possível falta de financiamentos por parte do mercado financeiro. Esta última possibilidade tem uma baixa probabilidade porque a Caixa irá continuar com a “carga toda”, emprestando. O lado positivo (no que se refere a um aumento no preço), mas não tão provável, reside no fato das pessoas ficarem com medo do sistema financeiro, situação na qual pode haver uma procura dos que têm grande quantidade de dinheiro disponível por imóveis.

Dessa forma, o cuidado que você tem que ter quando compra imóvel na planta é que o preço do imóvel é mais caro do que o de um pronto e, além disso, você corre algum risco (ainda que minimizado pelas recentes alterações na lei) no que se refere à solidez da construtora ou, ainda, dos clientes que adquiriram o mesmo imóvel que você (eles podem ter dificuldades em pagar as prestações e a construtora sofrer com isso).

Dito isso, vamos ao seu ato: você “travou” o preço do imóvel (comprou e concordou em pagar um determinado preço) e “destravou” a variação de algum indexador (tipo INCC), isto é, você está sujeito à variação deste índice. Minha expectativa é a de que ele vá subir ainda um bom tempo, por conta da variação na cotação do dólar e de um aquecimento do mercado de insumos (materiais de construção, mão de obra), não necessariamente o de vendas de novos imóveis, mas para entregar os projetos já contratados.

Eu entendo que você tem um problema de “hedge” (proteção). Vou traduzir: uma dívida em INCC (ou seja lá que índice for) e uma renda em reais. Se você fizer alguma aplicação financeira, seu objetivo deve ser o de proteger os seus reais de modo que eles não variem menos do que o INCC.

A proteção natural seria reduzir ao máximo o saldo devedor, como você mesmo sugeriu. Nesse caso, você corre o risco da construtora.

Infelizmente, você não vai encontrar no mercado um hedge perfeito (uma proteção perfeita, de modo que o ganho que você tenha com o investimento seja igual à variação do índice). O que você pode achar são investimentos em títulos do Tesouro indexados à inflação (IPCA), mais juros. A parte do IPCA poderia ajudar a aproximar o rendimento da variação do INCC, embora eles tenham ficado bem distintos nos últimos tempos, com o INCC na dianteira (o que é péssimo para você). É apenas uma sugestão para o caso de você estar meio “desconfiado” da construtora.

Se for optar por isso, pense em títulos vencendo no momento (um pouco antes) das chaves, porque se forem mais longos eles apresentam risco para você e vão piorar a sua proteção.
Perceba que esta estratégia só se aplica para o caso de você querer se proteger do risco da construtora não ter condições de entregar o imóvel. Se não for esse o caso, antecipe prestações. Se quiser ainda uma opção intermediária, faça os dois (poupe uma parte e antecipe outra).

Boa sorte.

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Tesouro Direto e ações ou Fundos Multimercados: Carlos pergunta

outubro 8, 2008 on 8:30 am | Em Ações, Fundos de investimentos, Interação, Tesouro Direto, como investir, investimentos | Não Comentado

O carioca Carlos, que se denomina pequeno investidor, fez perguntas bem interessantes, mas vou começar com este comentário:

Tenho imóvel e carro próprios. Sem considerá-los, minha alocação é 54% Conservador (CDB com 97% CDI), 18% Moderado (multimercados) e 28% Agressivo (carteira ações e fundo dividendos). Tenho hoje 4 anos de gastos mensais em investimentos. E invisto há 2,5 anos em ações, e já estou no prejuízo.

Carlos, meus parabéns pela sua situação financeira, que deve ser buscada por muita gente. Quanto ao fato de você estar com [...] Continue lendo Tesouro Direto e ações ou Fundos Multimercados: Carlos pergunta…

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Se o banco quebrar, como fica meu fundo de investimentos

outubro 7, 2008 on 7:32 pm | Em Fundos de investimentos, Interação, como investir | Não Comentado

O Ricardo faz uma pergunta muito interessante nesse momento:

Olá Beto,

o que acontece com um investidor que tenha por exemplo R$100.000,00 em um fundo DI caso o banco quebre?

O fundo de investimentos é um “bicho” diferente. Ele é uma empresa. Tem CNPJ próprio e o patrimônio é distinto daquele do Banco.

Por esse motivo, se o banco quebrar, você não tem nada a ver com isso.

O único problema, que chamam por aí de “governança”, é o fato de que o banco tem a possibilidade de colocar títulos de sua emissão até um determinado percentual do patrimônio na carteira desses fundos. Pergunto a você: será que eles fazem isso? Resposta rápida: Certamente!

Portanto, dê uma olhadinha no que está “dentro” do seu fundo de investimentos, para não se surpreender depois.

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Dividendos e a pergunta do Ricardo

setembro 19, 2008 on 8:40 pm | Em Ações, Interação, Sem categoria, como investir | Não Comentado

O Ricardo pergunta:

Oi Beto, tudo bem?

Quais são as empresas que têm pagado bons dividendos (nos últimos 3 anos)? Existe algum ranking ou lista?

Obrigado,

Ricardo

Caro Ricardo, eu não conheço quem faça uma compilação sistemática sobre as empresas que mais pagam dividendos. Acho que o Valor Econômico faz monta uma carteira com a sugestão das corretoras, mas procurei no site deles e não encontrei.

Minha sugestão é que você acesse os fundos de investimentos classificados como de “dividendos” nos bancos e veja qual a composição da carteira.
Provavelmente eles estarão com aquelas que pagam mais dividendos, é óbvio, né Beto?

Vou listar a que é sugerida pelo Banco do Brasil:

Ambev (ambv4), CCR (ccro3), Eternit (Eter3), AES Tietê (geti4), Petrobrás (petr4), Sabesp (sbsp3), Telesp (tlpp4) e Vale (vale5). Esta última é que eu não tenho certeza se é boa pagadora de dividendos ou se foi colocada na lista para dar uma maior representatividade do índice Bovespa.

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