Tesouro Direto e as dúvidas do Ricardo

agosto 9, 2008 on 3:17 pm | Em Renda Fixa, Tesouro Direto, como investir | 2 Comentários

Vamos a mais uma série de perguntas do Ricardo.

Oi Beto, obrigado pela resposta! Esclareceu bem minha dúvida. Tenho uma outra pergunta :)

Ok, Ricardo, você tem direito a uma pergunta, mas você fez um monte! Brincadeira com você. Queria dizer que as suas perguntas são sempre muito interessantes e trazem a oportunidade de esclarecer alguns pontos cuja percepção da importância passa desapercebida para a maioria das pessoas.

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Entendendo mais a Renda Fixa

novembro 22, 2007 on 9:26 am | Em Definições, O que é, Renda Fixa, Tesouro Direto, como investir | 2 Comentários

O André Luiz C Mangabeira me pergunta:
“Bom dia, por gentileza, tenho uma dúvida
no meio do ano comprei cerca de pouco mais de 5.000,00 em Tesouro direto (LTN). Na época a taxa em ago era em torno de 10%.

Agora ele está da seguinte forma:
LTN 010709 01/07/2009 11,77%(compra) 11,82%(venda)

o que devo fazer ? Vender o que tenho e comprar de novo. Se deixar como está eu já perdi dinheiro, em função desse pequeno aumento na taxa de juros ?

Obrigado”

Caro André, essa sua pergunta é “show” porque ilustra o efeito de um [...] Continue lendo Entendendo mais a Renda Fixa…

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Apenas uma análise.

setembro 11, 2007 on 10:44 am | Em Conjuntura, Renda Fixa, finanças pessoais, investimentos | Não Comentado

Antes de colocar essa postagem, vou lembrar a ressalva:

“Esta página tem por única e exclusiva finalidade trazer informação e partilhar conhecimentos com os visitantes. O conteúdo aqui divulgado não deve ser interpretado como sugestão de investimento, consultoria, aconselhamento, ou como uma oferta ou recomendação de compra e venda de qualquer título, valor mobiliário ou qualquer outro produto financeiro. Não há qualquer responsabilidade do autor pelo uso da informação aqui disponível.”

Muito bem, agora que os leitores do blog já estão dando show de conhecimento financeiro, a pergunta que fica é: o que fazer.

Eu não sou vidente, como já falei, mas para aqueles que já estão com suas posições montadas (chique, né?) devem manter ou reavaliar aplicações de risco.

Para quem está chegando agora nos investimentos, deve evitar entrar no mercado de ações se a aplicação for para curto prazo (menos de uns cinco anos). Eu, modestamente, julgo até mesmo que o correto seria esperar um pouco mais para ver onde ele vai chegar.

O aumento da inflação pode azedar a redução nas taxas de juros, o que torna os investimentos em renda fixa mais arriscados, motivo pelo qual eu também ficaria menos exposto a esse risco. Na realidade, ficar menos exposto é manter pouco recurso aplicado nessa modalidade.

Quanto ao DI, parece ser o porto seguro para quem está tão na dúvida quanto eu quanto ao futuro da economia. Se tiver chance de investir no Tesouro Direto em uma LFT corrigida pela taxa Selic (mais de R$5000 e disposição de abrir conta em uma corretora que cobre barato na corretagem), é uma boa, desde que o período de tempo da operação seja maior do que um ano. Por outro lado, a velha e boa caderneta de poupança é muito mais negócio nesse momento do que um fundo DI que cobre taxa de administração superior a 3% e que renda menos do que 95% do DI.

Havia esquecido de mencionar (por isso estou revisando essa postagem), para aqueles que estão com mais dinheiro, ver um CDB de banco de primeira linha (como bem lembram o Mauro Halfeld e a Mara Luquet), tentando tirar do banco o maior percentual do DI possível (no mínimo uns 95%, mas tentando chegar aos 100%). Lembre-se que, do ponto de vista do risco de crédito, para quem investe mais de R$60.000, o Tesouro Direto é a opção mais segura, pena que paga corretagem e custódia logo na entrada.

Se ainda não o fez, leia as postagens anteriores!

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Riscos da Renda Fixa

agosto 23, 2007 on 9:14 am | Em Renda Fixa, investimentos | Não Comentado

Conforme prometido, vou falar rapidamente e exemplificar as questões relativas aos riscos associados com a renda fixa. Esse material deriva de um curso que ministro sobre investimentos.
Risco de crédito:
-Risco de não receber o valor em função do não pagamento do devedor.
-Risco soberano (quem decide se vai pagar ou não é o governante).
-A medida do risco soberano representa a avaliação da capacidade/interesse do governo em honrar suas dívidas.
-Ainda assim, o título público emitido pela União é o instrumento de menor risco de crédito dentre todas as opções disponíveis no País, porque é o Governo quem emite a moeda e quem estabelece as leis, podendo impor restrições ao pagamento externo.
Exemplos de títulos privados são os CDB’s, as Debêntures, Notas Promissórias, etc.
Risco de Mercado:
No caso dos títulos pré-fixados, Ele aparece quando há variação nas taxas de juros, que pode causar ganhos ou perdas para os investidores. O risco de mercado é, mais amplamente, o risco de variação de preços. No caso do mercado financeiro temos o risco de variação de preços no câmbio (subida ou descida do dólar), nas ações, nas commodities, nos derivados (opções), e nas taxas de juros, como já falamos.

Vamos ver um exemplo prático:
-Valor de face do título (ou cheque pré): R$ 1.000,00
-Prazo do título: 1 ano
-Taxa de juros do mercado no dia 1: 13% ao ano
-Valor “de mercado” do título no dia 1: R$ 884,96

Se a taxa de juros cair no dia seguinte para 12% a.a., o valor de mercado do título no dia 2 será de R$ 892,86 e você terá ganho R$7,90, o que representa um ganho em apenas um dia de 0,89%. Se você mantiver o dinheiro aplicado, receberá os 13% ao ano combinados inicialmente.

Por outro lado, se a taxa de juros subir no dia seguinte para 14% a.a., o valor de mercado do título no dia 2 será de R$ 877,19 e você terá perdido, se precisar resgatar nesse dia R$7,77, o que representa uma perda, em apenas um dia, de 0,88%. Se você mantiver o dinheiro aplicado, receberá os 13% ao ano combinados.

Moral da história, nos títulos pré fixados você corre risco, em função da variação da taxa de juros, de receber uma taxa maior ou menor do que a que aplicou inicialmente se precisar desfazer a operação no meio do caminho.

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Perdas na Renda Fixa

agosto 22, 2007 on 5:01 pm | Em Renda Fixa, investimentos | Não Comentado

Para quem está amargando perdas na renda fixa, vale lembrar minha postagem de 31 de março deste ano:
Renda Fixa
Lembro que quanto maior for o prazo de vencimento do título, o resto constante, uma mudança na taxa de juros para cima causa maior perda no valor de mercado.

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