﻿{"id":637,"date":"2009-03-30T12:05:27","date_gmt":"2009-03-30T15:05:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.betoveiga.com\/log\/?p=637"},"modified":"2009-03-30T11:35:01","modified_gmt":"2009-03-30T14:35:01","slug":"financas-do-casal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.betoveiga.com\/log\/index.php\/2009\/03\/financas-do-casal\/","title":{"rendered":"Finan\u00e7as do casal"},"content":{"rendered":"<p>Este artigo, do meu amigo <a href=\"http:\/\/www.maisativos.com.br\" target=\"AM\">\u00c1lvaro Modernell<\/a>, sobre finan\u00e7as do casal. Achei bastante interessante e pedi a ele que me autorizasse reproduzir no blog.<\/p>\n<p>Aproveitem a leitura:<\/p>\n<blockquote><p>Esse \u00e9 um dos temas mais intrigantes da \u00e1rea de finan\u00e7as familiares: como o casal deve cuidar das finan\u00e7as?<\/p>\n<p>Cada um cuida de uma parte? Juntar tudo e dividir? Utilizar a proporcionalidade? Compartilhar todas as informa\u00e7\u00f5es ou apenas uma parte? E as despesas pessoais? E como fica a privacidade? \u00c9 melhor ter conta conjunta ou separada? E quando ela ganha mais? E quando h\u00e1 filhos ou pens\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es anteriores? Como tratar a diferen\u00e7a de renda do casal?<\/p>\n<p>S\u00e3o quest\u00f5es que merecem profunda reflex\u00e3o e muita conversa. N\u00e3o \u00e9 a toa que pesquisas apontam que as quest\u00f5es financeiras est\u00e3o entre as principais causas de desentendimentos entre os casais. Muitas vezes levando \u00e0 separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O principal fator desses desentendimentos, sem d\u00favida, \u00e9 a falta de conversa. E a falta de defini\u00e7\u00f5es claras. Come\u00e7a pelo regime de casamento. Poucos casais d\u00e3o a isso a import\u00e2ncia devida. Principalmente no primeiro matrim\u00f4nio. E entre jovens, quando o fogo da paix\u00e3o fala mais alto que tudo, isso \u00e9 ainda mais raro. Falar sobre dinheiro, patrim\u00f4nio e finan\u00e7as antes do casamento ainda \u00e9 quase t\u00e3o incomum quanto no tempo dos nossos av\u00f3s. \u00c9 mais um tabu que precisa ser quebrado. N\u00e3o se fala sobre isso antes do casamento, e o pacto de sil\u00eancio continua por muitos e muitos anos. At\u00e9 que os problemas aparecem.<\/p>\n<p>A sociedade americana, nesse aspecto, \u00e9 mais evolu\u00edda. Os pactos pr\u00e9-nupciais com rela\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio fazem parte da rotina com total naturalidade. E deveria ser assim no mundo todo.<\/p>\n<p>Casais que conversam sobre esse assunto antes do casamento acabam fazendo isso com maturidade tamb\u00e9m durante a vida a dois, tornando as coisas mais f\u00e1ceis. Nota-se entre casais bem-sucedidos nesse aspecto da vida matrimonial que a frequ\u00eancia e a transpar\u00eancia das conversas sobre dinheiro \u00e9 t\u00e3o cotidiana quanto outros assuntos relacionados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. Isso \u00e9 feito de maneira natural e os resultados s\u00e3o mais duradouros, porque contam com a participa\u00e7\u00e3o e o comprometimento de ambos.<\/p>\n<p>A mulher atualmente \u00e9 t\u00e3o provedora quanto o homem. Os dois estudam, trabalham, t\u00eam sonhos, fazem planos, cuidam dos filhos, se sacrificam, fazem jornada dupla, ganham, gastam, investem, contraem d\u00edvidas, t\u00eam sonhos de consumo. O homem est\u00e1 muito mais presente na educa\u00e7\u00e3o dos filhos. A presen\u00e7a e as aus\u00eancias em casa est\u00e3o equilibradas. Os pap\u00e9is se modificaram muito. Tudo isso afeta a vida do casal. E como!<\/p>\n<p>Mas infelizmente os assuntos financeiros na maioria dos casais ainda n\u00e3o s\u00e3o tratados com a clareza e import\u00e2ncia necess\u00e1rias. Falta-lhes educa\u00e7\u00e3o financeira. Estudos indicam que geralmente o tema dinheiro s\u00f3 vem \u00e0 tona quando h\u00e1 problemas como d\u00edvidas, gastos excessivos, descontrole, sonega\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, preju\u00edzos nos investimentos e outros assuntos desagrad\u00e1veis. Isso leva os casais a associar conversas sobre dinheiro com desaven\u00e7as, fazendo com que involuntariamente evitem falar sobre isso, aumentando o potencial dos riscos de problemas nessa \u00e1rea. Jogar os problemas para baixo do tapete ou encobri-los com uma cortina de fuma\u00e7a faz apenas retardar e aumentar as crises.<\/p>\n<p>Vale a penas recorrer a um famoso ditado popular: \u201co que \u00e9 combinado n\u00e3o sai caro\u201d.<\/p>\n<p>A maioria dos problemas surge porque h\u00e1 desentendimentos sobre o que foi ou o que deveria ter sido feito com o dinheiro. Se n\u00e3o h\u00e1 regras claras e acordos sobre o que e como dever ser feito, cada um faz \u00e0 sua maneira. E isso nem sempre agrada ao outro. At\u00e9 porque os perfis financeiros das pessoas diferem de maneira muito intensa. Mesmo entre casais que se consideram almas g\u00eameas. Tem gente previdente e gente impulsiva. Quem pensa no presente e quem se preocupa com o futuro. Uns que gostam de arriscar outros s\u00e3o conservadores. Alguns mais ego\u00edstas outros mais parceiros. Pessoas que convivem bem com d\u00edvidas e outras que detestam. Gostos simples e requintados. Calculistas e emotivos. Ing\u00eanuos e maduros.<\/p>\n<p>Enfim, h\u00e1 uma diversidade de perfis diferentes e os casais precisam conciliar as diferen\u00e7as e encontrar formas harm\u00f4nicas de administrar as finan\u00e7as. Isso sem contar a enorme diferen\u00e7a de experi\u00eancias e valores culturais que cada um carrega a partir da sua hist\u00f3ria individual, que influencia diretamente a sua rela\u00e7\u00e3o com o dinheiro e do seu dinheiro com seu\/sua companheiro\/a.<\/p>\n<p>Por isso, n\u00e3o tenho d\u00favida em afirmar que independente do modelo a ser adotado no trato das finan\u00e7as familiares, a regra mais importante \u00e9 a exist\u00eancia de defini\u00e7\u00f5es claras e acordadas pelo casal. Sejam quais forem. Abordaremos algumas alternativas em artigos espec\u00edficos nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, diria que conversar pelo menos uma vez por m\u00eas a respeito da situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ajuda muito. Falar sobre planos, sucessos, sonhos, bons resultados \u00e9 t\u00e3o necess\u00e1rio quanto conversar sobre a necessidade de controlar e cortar gastos. N\u00e3o se deve deixar para falar sobre dinheiro apenas quando o cinto aperta.<\/p>\n<p>E quanto mais os dois se interessarem pelo assunto, mais pr\u00f3ximos estar\u00e3o da prosperidade, no sentido mais amplo da palavra. Foi-se tamb\u00e9m o tempo que as finan\u00e7as da fam\u00edlia eram tratadas apenas por adultos. Os filhos, mesmo as crian\u00e7as, podem e devem participar. Na medida do cab\u00edvel tamb\u00e9m podem opinar e ajudar a construir os planos da fam\u00edlia. Isso ajuda no desenvolvimento da maturidade financeira deles.<\/p>\n<p>E para n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei das flores, \u00e9 cada vez maior o n\u00famero de escolas brasileiras que est\u00e3o inserindo educa\u00e7\u00e3o financeira no curr\u00edculo escolar. O Governo Federal tamb\u00e9m est\u00e1 fazendo a sua parte. Est\u00e1 tomando corpo a ENEF \u2013 Estrat\u00e9gia Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Financeira, coordenada pelo BACEN, CVM, SPC e SUSEP, e j\u00e1 foi \u201ccomprada\u201d pelo MEC-Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura que em breve deve levar educa\u00e7\u00e3o financeira \u00e0 todas escolas p\u00fablicas do Brasil, come\u00e7ando pelo ensino m\u00e9dio e em breve expandindo para o ensino fundamental.<\/p>\n<p>Aos casais, hoje preocupados com a divis\u00e3o de despesas e decis\u00f5es sobre investimentos, incluam na agenda familiar tamb\u00e9m o tema educa\u00e7\u00e3o financeira. \u00c9 um assunto muito mais amplo do que simplesmente aprender a lidar com o dinheiro. \u00c9 uma quest\u00e3o de cidadania e de constru\u00e7\u00e3o dos alicerces para a prosperidade. E para a felicidade.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo, do meu amigo \u00c1lvaro Modernell, sobre finan\u00e7as do casal. 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