﻿{"id":72,"date":"2007-09-04T01:53:00","date_gmt":"2007-09-04T01:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/testinhozinho.wordpress.com\/2007\/09\/04\/por-que-a-inflacao-sobe-quando-o-dolar-sobe\/"},"modified":"2007-09-04T01:53:00","modified_gmt":"2007-09-04T01:53:00","slug":"por-que-inflao-sobe-quando-o-dlar-sobe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.betoveiga.com\/log\/index.php\/2007\/09\/por-que-inflao-sobe-quando-o-dlar-sobe\/","title":{"rendered":"Por que a infla\u00e7\u00e3o sobe quando o d\u00f3lar sobe?"},"content":{"rendered":"<p>O fant\u00e1stico de escrever nesse espa\u00e7o \u00e9 a interatividade. Recebi uma sugest\u00e3o espetacular e aproveito para esclarecer uma coisa que falei no v\u00eddeo e que n\u00e3o ficou muito clara. Ali\u00e1s, uma coisa que n\u00e3o \u00e9 \u00f3bvia.<\/p>\n<p>A resposta a esta pergunta passa por dois fatores. Vamos entender cada um partindo de uma situa\u00e7\u00e3o do nosso dia-a-dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se as pessoas reparam, mas olhando no prato na hora do almo\u00e7o, o arroz, o feij\u00e3o, a carne (ou frango), o \u00f3leo de soja, etc. t\u00eam o pre\u00e7o em d\u00f3lares. Na realidade, quando voc\u00ea vai ao mercado, esse pre\u00e7o \u00e9 expresso em reais, mas ele reflete o valor internacional do produto.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode perguntar: como assim? Eles n\u00e3o s\u00e3o produzidos aqui no Brasil? A resposta \u00e9 sim, mas h\u00e1 um conceito em economia que \u00e9 o de bem comercializ\u00e1vel. Um bem \u00e9 considerado assim quando pode ser vendido dentro ou fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por conta disso, imagine um produtor de arroz. Vamos supor que o pre\u00e7o internacional do arroz suba muito por conta de algum problema na China, por exemplo. O produtor brasileiro poder\u00e1, nesse momento, optar por vender o arroz aqui ou l\u00e1. Desse modo, o pre\u00e7o do produto aqui tem que ser equivalente ao pre\u00e7o internacional, menos o frete para mandar o produto para fora, tudo isso convertido pelo valor do d\u00f3lar (ou euro). Para o produtor vender aqui, ele tem que ganhar o mesmo (ou mais) que ganharia se exportasse o arroz.<\/p>\n<p>Onde a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar influi? Vamos supor que um quilo de arroz no mercado internacional esteja sendo vendido a um d\u00f3lar. Se o pre\u00e7o do d\u00f3lar (a quantidade de reais necess\u00e1rios para comprar um d\u00f3lar) subir muito no Brasil, quando o produtor converter um d\u00f3lar, que \u00e9 o pre\u00e7o do arroz, para reais, o quilo do produto no Pa\u00eds ficar\u00e1 mais caro. Esta foi a primeira raz\u00e3o de que falei no in\u00edcio.<\/p>\n<p>A segunda raz\u00e3o \u00e9 o custo de produ\u00e7\u00e3o. Vamos pensar no mesmo prato de comida e imaginarmos a alface. N\u00e3o \u00e9 de se esperar que o produtor v\u00e1 exportar alface para a Europa (ainda que um produtor do Paran\u00e1 possa vender para o Paraguai). Logo, isso n\u00e3o \u00e9 um bem comercializ\u00e1vel do ponto de vista ao qual nos referimos anteriormente, mas o adubo que utilizamos na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola \u00e9 importado. Se a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar subir, pagaremos mais reais para comprar a mesma quantidade de produtos. A gasolina ou diesel utilizados no transporte e nas m\u00e1quinas agr\u00edcolas \u00e9 comercializ\u00e1vel e, conforme j\u00e1 falado, tamb\u00e9m sofrer\u00e3o reajuste de pre\u00e7os com a subida da cota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 o aumento de pre\u00e7os, a subida do d\u00f3lar altera os pre\u00e7os internos al\u00e9m daqueles que importamos.<\/p>\n<p>O curioso \u00e9 que ganhamos em reais e pagamos nossas despesas metaforicamente em d\u00f3lares. Um d\u00f3lar barato (adquirido com poucos reais) \u00e9 um bom amigo da baixa infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fant\u00e1stico de escrever nesse espa\u00e7o \u00e9 a interatividade. 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