﻿{"id":896,"date":"2009-11-09T05:43:08","date_gmt":"2009-11-09T08:43:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.betoveiga.com\/log\/?p=896"},"modified":"2009-11-09T13:07:08","modified_gmt":"2009-11-09T16:07:08","slug":"dinheiro-e-ecologia-sao-incompativeis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.betoveiga.com\/log\/index.php\/2009\/11\/dinheiro-e-ecologia-sao-incompativeis\/","title":{"rendered":"Dinheiro e ecologia s\u00e3o incompat\u00edveis?"},"content":{"rendered":"<p>A luta daqueles que militam no mundo da defesa ambiental \u00e9 \u00e1rdua. Um economista ingl\u00eas, chamado <a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/environment\/green-living-blog\/2009\/oct\/28\/live-without-money\" target=\"guardian\">Mark Boyle<\/a> julgou que a \u00fanica forma de trazer as pessoas para o contato direto com os danos causados \u00e0 natureza por seus h\u00e1bitos de consumo seria fazer com que deixassem de utilizar o dinheiro, medida que ele pr\u00f3prio adotou por um ano.<\/p>\n<p>Antes de chegar \u00e0s suas conclus\u00f5es, vou falar um pouquinho das fun\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas do \u201cvil metal\u201d (de fato, da moeda em sentido amplo) sob o ponto de vista econ\u00f4mico. A primeira \u00e9 a de reserva de valor, isto \u00e9, a moeda serve para ser acumulada (dependendo do n\u00edvel de infla\u00e7\u00e3o) para o gasto futuro. Outra fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a unidade de conta, <!--more-->que a express\u00e3o do valor, isto \u00e9, significa um referencial aplic\u00e1vel a todos os bens, em uma \u201clinguagem\u201d comum aos que vivem sob o regime de determinada moeda. Finalmente, o que economista em discuss\u00e3o deseja acabar, que \u00e9 o meio de troca. <\/p>\n<p>A moeda como meio de troca nos remete \u00e0quela hist\u00f3ria na qual eu tenho um t\u00eanis e quero comprar carne, de modo que preciso de um a\u00e7ougueiro que queira um t\u00eanis, de prefer\u00eancia com o p\u00e9 do tamanho do calado que procuro converter em alimento. \u00c9 muito mais simples utilizar o dinheiro para resolver a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 pol\u00eamica, ele defende que n\u00e3o se utilize o meio de pagamento (dinheiro) pois julga que: <\/p>\n<blockquote><p>Se tiv\u00e9ssemos que cultivar nossa pr\u00f3pria comida, n\u00e3o desperdi\u00e7ar\u00edamos um ter\u00e7o dela como fazemos hoje. Se tiv\u00e9ssemos que fabricar nossas pr\u00f3prias mesas e cadeiras, n\u00e3o as jogar\u00edamos fora no momento em que troc\u00e1ssemos a decora\u00e7\u00e3o. Se tiv\u00e9ssemos que purificar nossa pr\u00f3pria \u00e1gua de beber, provavelmente n\u00e3o a contaminar\u00edamos.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 certo que se somos n\u00f3s quem temos que lavar os pratos, procuramos ao m\u00e1ximo reduzir a sujeira para amenizar nosso trabalho.<\/p>\n<p>De qualquer forma, embora esteja fazendo um coment\u00e1rio bastante coerente, com o qual concordo, a rela\u00e7\u00e3o como o dinheiro pode ser desfeita se pensarmos na possibilidade de troca. Suponha que Mark resolva trocar o trabalho dele pelo de um marceneiro que constr\u00f3i as mesas e cadeiras, como o fez com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comida org\u00e2nica que consome (ele troca seu trabalho em uma fazenda org\u00e2nica por alimentos). O efeito seria o mesmo que o do dinheiro. Diga-se, de passagem, que o que n\u00f3s fazemos diariamente \u00e9 trocar nosso trabalho pelas coisas que consumimos. A diferen\u00e7a \u00e9 que usamos um instrumento para isso.<\/p>\n<p>Infelizmente (sei l\u00e1&#8230;) n\u00e3o fazemos muito a convers\u00e3o do nosso consumo em horas trabalhadas, como, por exemplo: este xampu custou um minuto de c\u00e1lculos matem\u00e1ticos (para um engenheiro). <\/p>\n<p>Fica a ideia para a reflex\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A luta daqueles que militam no mundo da defesa ambiental \u00e9 \u00e1rdua. 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