É certo que manter conta em banco pode não custar dinheiro. O BB (crieo que o chamado Banco Popular) e a Caixa (CEF) oferecem contas sem tarifas (limitada a uma determinada lista de produtos) para clientes de baixa renda.
Como este pode não ser o seu caso, é bom ter em mente que a manutenção de uma conta corrente pode custar a você, em média, R$21,34 por mês, segundo pesquisa da fundação Procon-SP.
Conforme a pesquisa, que confirmou o que seria “meio óbvio” os pacotes de tarifas tendem a custar menos do que os produtos adquiridos separadamente.
A minha observação é que, os preços de ambos são estabelecidos com a finalidade de direcionar você a optar pelo pacote. Isso acontece porque os custos dos serviços nem sempre guardam proporção com a tarifa cobrada e, para o banco, dado que a capacidade instalada é o que determina o custo, é mais interessante manter um fluxo de receita constante do que ficar à espera da sua utilização. Tenha isso em mente na hora de utilizar o seu banco.
Vale a pena dar uma conferida na pesquisa, que está no endereço (visitado em 02/04/2007):
http://www.procon.sp.gov.br/noticia.asp?id=453
As principais dicas que o Procon-SP dá com relação às tarifas são:
– acompanhar a tabela de tarifas bancárias vigente;- conhecer todos os “pacotes/cestas” ofertados;
– verificar a política de descontos nos “pacotes/cestas” adotada pelo banco;
– comparar as tarifas avulsas x “pacotes/cestas” de acordo com o seu perfil;
– na opção pelo “pacote/cesta” ficar atento para não extrapolar as quantidades de produtos/serviços estipuladas pelo banco;
– acompanhar nos extratos bancários os lançamentos diários, a fim de verificar as cobranças das tarifas;
– para dirimir alguma dúvida, o consumidor deve consultar o gerente da sua agência.
Essas foram as dicas do Procon-SP.

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Beto Veiga

Humberto Veiga é advogado nas áreas bancária, empresarial e planejamento sucessório. Doutor em economia pela Universidade de Brasília. ɉ também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.
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