Iria falar sobre PGBL e VGBL, mas acabei mudando de assunto com a mudança no cálculo da TR promovida pelo Conselho Monetário Nacional em “reunião extraordinária”.
Bom, como já vinha ocorrendo há muito tempo, sempre que a poupança começava a “ameaçar” a indústria de fundos e suas pomposas taxas de administração (tem fundo aí cobrando mais de 4% de T.A. em um fundo cujo ativo rende, no máximo, uns 12%, o que significa uma participação do banco no seu “tutu” de 30% do rendimento bruto!), o CMN “atua” no sentido de “corrigir as distorções”. Como bem destaca O Globo On Line (http://oglobo.globo.com/economia/
mat/2007/03/06/294811489.asp), “na prática, a medida reduz os rendimentos da poupança e representa a vitória de bancos e administradores de fundos de renda fixa, que estavam vendo seus recursos migrarem para esse tipo de investimento e já haviam proposto esse tipo de mudança.”
Bom, a minha sugestão é que você peça, mas peça com jeitinho, que o CMN pode um dia atender ao seu pedido, realizando até uma “reunião extraordinária” só para resolver o seu problema…
Enquanto isso, fuja dos fundos de investimento com taxas de administração altas.
Em tempo, os devedores do crédito imobiliário, que não são poucos, mas são bem menos do que os poupadores, também ganharam uma lasquinha.

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Beto Veiga

Humberto Veiga é advogado nas áreas bancária, empresarial e planejamento sucessório. Doutor em economia pela Universidade de Brasília. ɉ também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos.
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