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Onde investir R$ 100 por mês, na Poupança ou na Previdência?

Esta postagem resulta de uma abordagem inicial, com o objetivo de responder a uma série de perguntas sobre este tema, dentre as quais, a que reproduzo abaixo:

Olá Beto… Li seu comentário sobre a questão da Previdência x Poupança, isto em janeiro de 2009. Não tenho experiência em financia e investimentos, tenho 30 anos e estou querendo complementar minha aposentadoria, minha dúvida é Previdência ou Poupança, ambos depositando mensalmente 100 reais e sem pensamento de retiradas. Em resumo, é melhor depositar mensalmente 100 reais durante 30 anos na poupança ou na previdência privada?
Carlos Amorim

Quero deixar claro, inicialmente, que o desenvolvimento das ideias deste texto tem como base realmente o valor aplicado, que deve girar ao redor de R$ 100,00. Para valores superiores, em que pese a lógica ser similar, outros aspectos devem ser analisados, tais como a capacidade de restituição de imposto de renda.

Além disso, nesta primeira abordagem pode passar despercebido algum aspecto que, obviamente, fica para os leitores atentos comentarem, com a finalidade de que as correções sejam feitas.

O primeiro aspecto que eu abordo é a questão das taxas de administração e de carregamento. No meu livro (Tranquilidade Financeira – Saiba como investir no seu futuro), quando dei o exemplo do efeito dessas taxas, mencionei que um investimento mensal de R$ 100,00 por 35 anos remunerado conservadoramente com base na taxa Selic à época (8,75%), se sofresse a cobrança de uma taxa de administração de 1% ao ano, chegaria a um valor acumulado de R$ 198.000,00. Caso o mesmo investidor tivesse que pagar 3% ao ano, o montante acumulado ficaria na casa dos R$ 124.000,00, uma diferença, portanto, de R$ 74.000,00!

É muito difícil encontrar um plano de previdência privada com taxas baixas para aplicações de valores até R$ 100,00. Exceção à regra é procurar os planos instituídos que são oferecidos por entidades de classe. Eu sei que os engenheiros, arquitetos, etc. Têm acesso a um plano que cobra um carregamento alto, mas a taxa de administração gira em torno de 0,5% ao ano.

Não vou discutir os aspectos de planejamento sucessório, os quais ainda não estão muito bem definidos pela jurisprudência.

Dito isso, passemos para o caso das vantagens de aplicar o dinheiro em uma Poupança em vez de em um plano de previdência conservador (estritamente renda fixa). Nesse caso, quanto mais baixas forem as taxas de juros, mais vantajoso ir para a Poupança ou para outras opções como o Tesouro Direto.

A vantagem de um plano de previdência para valores pequenos existe quando o investidor deseja fazer uma carteira com elevado percentual de ações. Nesse caso, o plano de previdência proporciona não apenas a vantagem de reduzir o seu trabalho, como também o de realizar o balanceamento, que é o ajuste da carteira com relação aos percentuais de alocação previamente planejados (por exemplo: 40% em ações e 60% em renda fixa).

Outra vantagem desses planos diz respeito à solução da falta de disciplina do investidor. Muitas vezes ele se vê obrigado a utilizar o plano, pois, do contrário, não fará poupança alguma.

Por outro lado, há a limitação de que se você quiser algo mais agressivo, do tipo 50% ou mais em ações, isso não é possível com os planos de previdência.

Volto a chamar a atenção para o fato de que os custos dos planos de previdência podem ser substituídos por uma metodologia própria de investimento, no caso de quem pretende diversificar a carteira (50% em ações e 50% em renda fixa). Você pode, por exemplo, investir em um fundo de ações do tipo PIBB, que aceite depósitos a partir de R$ 100,00 (salvo engano a Caixa tem um com este limite). Para fazer a diversificação, uma opção é um mês aplicar na Poupança e, no outro, no fundo PIBB. A taxa de administração do fundo PIBB é de 1,5%, em média.

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Categoria(s): Aposentadoria, como investir, Investimentos


Sobre o Autor: Humberto Veiga é advogado na área bancária e empresarial, doutor em economia pela Universidade de Brasília. ɉ também mestre em economia da regulação. Iniciou sua carreira no mercado financeiro em 1989. Foi gerente de produtos, de marketing e regional do segmento pessoa física. Trabalhou no Banco Central do Brasil com regulação de bancos na área de risco de mercado, derivativos de crédito, banco eletrônico, dentre outros. Realiza palestras e é autor de livros na área de educação financeira e de investimentos. Perfil no Google+

53 comentários

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  1. Gefferson disse:

    Olá Beto, boa tarde!

    Onde é melhor investir 150,00? Na poupança ou no LTN? Há um título que vence no final de 2016. È vantajoso eu comprar todos os mesmos até o último mês (parcialmente) o valor de 150,00 neste título? Ou é mais seguro eu colocar na poupança?

    Obrigado.

  2. Beto Veiga disse:

    Olá, Gefferson,
    A LTN e Poupança têm características bem diferentes.
    Em termos de segurança de crédito, a LTN ganha, se comparada a uma poupança em banco privado.
    Se for com relação ao risco das taxas de juros, que você pode pesquisar mais no blog sobre o assunto, a LTN apresenta muita variação, o que pode deixar você um pouco ansioso.
    Abraço do Beto

  3. ale disse:

    Ola?

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